Pesquisa mostra que brasileiro mudou seus hábitos de consumo

08.05.2017

Pesquisa mostra que boa parte dos consumidores brasileiros trocou as marcas mais caras pelas mais baratas nos segmentos de alimentação, higiene e limpeza

 

Dois anos e meio de recessão econômica mudaram os hábitos de compra do brasileiro. Pesquisa de painel de consumo da consultoria Nielsen – apresentada esta semana na 33ª edição da Associação Paulista de Supermercados (Apas Show) – mostra que boa parte dos consumidores (42%) trocou as marcas mais caras pelas mais baratas nos segmentos de alimentação, higiene e limpeza.

 

Os dados foram levantados em visitas quinzenais a 8,2 mil lares brasileiros. A medida foi apontada pelos pesquisados como uma saída natural para adequar o padrão de consumo à crise econômica em que o país mergulhou – sem ainda emergir. Responsável pela área de varejo da consultoria, Daniela Toledo diagnostica: “a fatia de domicílios que trocou de marca mais que dobrou em dois anos”.

 

Nos primeiros dias de 2014 – infladas pela febre consumista estimulada até mesmo pelo Governo Federal – as famílias gastavam mais do que tinham, mergulhando em dívidas.

 

Mas o comportamento mudou em boa parte dos lares ainda naquele ano: quando a economia nacional começou a dar os primeiros sinais de mau desempenho, 20% dos consumidores já haviam optado por marcas mais baratas em detrimento das marcas líderes ou mais caras.

 

Supermercados sentiram na pele a retração de consumo

O ano de 2016 marcou um padrão de comportamento característico para 22% dos brasileiros: somente eles mantiveram o consumo de suas marcas preferidas, mas, ainda assim, reduziram o consumo. Houve redução de 5% dos artigos de vestuário e queda de 7% nos segmentos de lazer e alimentação fora de casa. Neste mesmo ano, verificou-se que a classe média passou a equilibrar melhor seu orçamento, mantendo o gasto (-16%) abaixo da renda familiar (-12%).

 

A classe C, que deu impulso ao consumo nos últimos anos – e a que mais cresceu em dez anos – perdeu o fôlego, reduzindo sua capacidade de compra em 1,2%. As classes D e E também fizeram seus ajustes e diminuíram em 0,8% o consumo de alimentos e produtos. Apertaram o cinto.

 

Na média, a renda da família brasileira voltou ao patamar de há cinco anos e o gasto caiu mais que a inflação. Em tempos bicudos, segundo revela o estudo, o consumidor brasileiro se tornou mais cauteloso. É claro que os supermercados sentiram o golpe: o primeiro trimestre de 2017 aponta uma queda de receita de 1,5%. O setor, no entanto, está otimista e aposta no crescimento de receita real de 1,5% até o fim deste ano.

 

A pesquisa Nielsen mostrou que somente as classes A e B continuaram gastando do mesmo jeito. Ou seja, mais do que ganham.

 

Fonte:http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/pesquisa-mostra-que-brasileiro-mudou-seus-habitos-de-consumo/

 

Postado por Adriana Araújo.

 

 

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Eduarda Araújo
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