O difícil caminho da inclusão

22.01.2016

PRECONCEITO 
As mulheres negras são o grupo com o menor salário dentro das empresas

 

Pesquisa inédita mostra que, apesar da política de cotas, o Brasil está longe de superar o racismo no mercado de trabalho

 

Na cidade com a maior população negra do País – cerca de 4 milhões de pessoas –, um abismo separa negros e brancos no mercado de trabalho. Nas empresas de São Paulo, os salários são menores, os cargos de níveis hierárquicos são mais baixos e os trabalhadores negros ainda são esmagadora minoria, principalmente nos postos de chefia. Uma pesquisa inédita feita pelo Instituto Ethos e pela Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (confira no quadro abaixo) escaneou o perfil de 200 empresas fornecedoras da Prefeitura com o objetivo de discutir a importância de se criar medidas inclusivas para diminuir a desigualdade social, racial e de gênero. O levantamento mostra que apenas 8% de 53 empresas têm uma política para promover a igualdade de oportunidades entre negros e não-negros e só 25% têm programas especiais para contratação. Os resultados, apesar de não serem animadores, mostram um caminho. “Provamos que é preciso fazer alguma coisa para mudar”, afirma o secretário Maurício Pestana. A ideia, segundo ele, é usar os dados também para fortalecer o trabalho da secretaria da Igualdade Racial com as empresas privadas e estimular a criação de ações para modificar a pirâmide de renda, cuja base é formada por mulheres negras, o menor salário quando comparados os dados de gênero e raça.

 

As mulheres negras são o grupo com o menor salário dentro das empresas

Para o sociólogo Rafael Balseiro Zin, pesquisador da história da população negra no Brasil e de políticas de promoção da igualdade racial da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), iniciativas para contratação de negros no mercado de trabalho são importantes para corrigir um déficit histórico. “Ainda vivemos um resquício de quando a escravidão foi abolida: houve uma substituição da mão de obra dos negros pela força de trabalho dos imigrantes. Apesar de livres, eles foram isolados das atividades formais de trabalho”, afirma Zin. Da reprodução do processo que começou no século XIX à realidade atual, hoje a renda média de um trabalhador negro em São Paulo é 2,5 vezes menor que a de um branco. Mais do que importante, a mudança é urgente.

 Fonte:http://www.istoe.com.br/reportagens/445119_O+DIFICIL+CAMINHO+DA+INCLUSAO?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

 

 

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Eduarda Araújo
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