Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e adolescentes.

17.05.2015

No próximo dia 18 de maio, o Brasil comemora o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Há 15 anos, a data, instituída no calendário e na legislação nacional, reforça a causa e engaja diversos atores em prol do cuidado e da defesa do direito ao desenvolvimento saudável e protegido de crianças e adolescentes.

 

Por todo o País, são realizadas ações de divulgação intensa e positiva pelos 18 de Maio. Neste dia, em 1973, uma menina com oito anos de idade teve seus direitos violados e foi assassinada, em um caso de abuso sexual em Vitória, capital do Espírito Santo. Na ocasião, a menina Araceli, de oito anos, foi raptada, drogada, violentada, morta e carbonizada por jovens de classe média da cidade, que nunca foram punidos.

 

Desde 2000, as ações que marcam este dia visam mobilizar os diferentes setores da sociedade, governos e mídia sobre a importância da proteção dos direitos das crianças. O choque e a impunidade dos criminosos levaram à mobilização de mais de 80 entidades públicas e privadas e à sanção, em maio de 2000, da Lei 9.970, pela então deputada federal Rita Camata, fundadora e presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente do Congresso Nacional.

 

Quanto mais a causa for divulgada, maior será à força de mobilização. Pois a violência sexual é um tema delicado e que normalmente acontece de forma velada. Se ninguém falar do assunto, ninguém fica sabendo.

 

O que é o abuso sexual?

 

O abuso sexual  ocorre quando existe um jogo, ou até mesmo o ato sexual, entre pessoas de sexo diferente, (ou  do mesmo sexo), em que o agente abusador  já tem experiência, e  visa sua satisfação sexual. Estas práticas geralmente  são, através de violência física, ameaças, ou em alguns casos, induzindo-as, convencendo-as. 

 

No abuso sexual,  a criança  é despertada para o sexo precocemente, de maneira deturpada e muitas vezes traumática, podendo ficar com marcas para o resto da vida, conseqüências essas que podem ser físicas ou psicológicas. Geralmente ficam as duas.

 

A criança ao ser abusada sexualmente é desrespeitada como pessoa humana, tem seus Direitos violados,  e o pior: na maioria das vezes, dentro de seu próprio lar, por quem tem a obrigação de protegê-la, pois ao contrário do que muitas pessoas pensam, o maior número de abuso infantil ocorre dentro da própria família, por parte dos pais, tios, padrastos etc..

 

Há vários sinais de abuso que devemos ficar atentos: criança com baixa autoestima; encenação de atos sexuais com outras crianças, com bonecas ou animais de estimação; elas querem tocar nos órgãos genitais de adultos, mesmo vizinhos; desenha os órgãos ou cenas de sexo o tempo todo; baixo rendimento escolar repentino; pai ou mãe que insiste em botar a criança para dormir, e fica mais do que necessário no quarto da criança; pais que acompanham demais os filhos ao banheiro; a criança começa a ficar apreensiva dentro de casa; toma atitudes contrárias a um dos pais; fala de sexo fora da sua idade; quer sentar sempre no colo do pai; tocar os seios da mãe na frente de outras pessoas; chama adultos para tomar banho; não se socializa com outras crianças da mesma idade e, se acontece, tenta abusar delas; crianças abusadas também apresentam agressividade contra outras crianças; não têm mais inocência, isto é, começam a se comportar como adultos, geralmente imitando o adulto preferido; elas começam a desobedecer às regras, tanto na família quanto em público e na escola etc..

 

É importante estar muito atento às mudanças de comportamento ou humor, pois, na maioria das vezes, as crianças e os adolescentes nos falam da violência sofrida através de comportamentos como os citados acima e não diretamente através de palavras. Ou seja, qualquer mudança repentina de comportamento deve ser levada a sério e observada.

 

Por isso, ao notar algum desses comportamentos, tente conversar de maneira tranqüila e acolhedora, estabelecendo um diálogo e um clima harmônico que propicie a fala da criança caso realmente esteja acontecendo um abuso sexual. Se você foi, está sendo vítima de abuso sexual, ou conhece alguém que esteja sofrendo abusos, procure  falar a respeito com quem pode lhe ajudar.  

 

Denuncie pelo número DISQUE 100

 

Procure o Conselho Tutelar de sua cidade.

 

 Procure o CREAS de sua cidade.

 

Autora: Poliana Gonçalves Ferreira
Psicóloga do CREAS-Marabá/ Psicóloga Clínica / Especialista em Psicopatologia e Psicodiagnóstico.

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