• Marabá Diário

É HORA DA DECISÃO: FAÇA SUA ESCOLHA.


Autor: Dr. Dionísio Valente -


JOÃO 6:66-67

No capítulo 6 do Evangelho de João, vemos acontecer algo sobrenatural, a multiplicação dos pães e peixes. Após este acontecimento, já no dia seguinte, a multidão saí a procura de Jesus e o encontram em Cafarnaum. Mas, Jesus sabendo da intenção da multidão afirma: “Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fatartes”.

E continuou Jesus a ensinar a multidão de forma dura, no sentido de confrotá-los. No entanto, diante as palavras do mestre naquele momento, muitos de seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele (VS. 66), pois as afirmações de Cristo foram tão profundamente diferentes do que eles anteciparam que eles agora decidiram rejeitá-lo terminantemente.


A palavra de Jesus foi lançada nos corações de todos ali, mas a grande maioria não a recebeu, restando apenas os 12 discípulos com ele.

Mas, porque isso aconteceu? Por que a multidão o abandonou? E, por que os seus discípulos continuaram com eles?


A parábola do semeador (Mc 4:1-9)

No Evangelho de Marcos cap. 4, versos 1 a 9, a bíblia diz que Jesus como de costume ensinava a multidão acerca do Reino de Deus por meio de parábolas.

Parábola é uma narrativa alegórica que transmite uma mensagem indireta, por meio de comparação ou analogia.


Desta vez, Jesus ensina a parábola do semeador. Nela, o mestre explana à multidão presente que o semeador saiu à semear, e que as sementes caem no mesmo campo, no entanto, em solos diferentes, produzindo resultados diversos.

Mas, o que Jesus queria ensinar com isto? O que ele estava se propondo mostrar através desta analogia aos seus ouvintes?


Jesus queria e quer mostrar que existem diversos tipos de solos (corações), os quais recebem a mesma semente (palavra de Deus), com a mesma qualidade, mas que produzem resultados diferentes.

Jesus usou esta parábola porque na Palestina antiga, as pessoas viviam basicamente da agricultura. Logo, todos iriam entender melhor o que Ele estaria ensinando acerca do Reino de Deus.


O terreno

O solo era todo preparado para o plantio. O mesmo era arado, e com isto o terreno era revirado em toda sua extensão, esperando a próxima fase que era a semeadura.

Neste processo do arado, aquele terreno ora uniforme, transforma-se em múltiplos tipos de solos, que recebiam a mesma semente, mas não iriam produzir o mesmo resultado.

É aí que Jesus introduz naquele momento para aquela grande multidão, juntamente com seus discípulos, que existem quatro tipos de corações que irão receber a mesma palavra do Reino, mas que iriam produzir resultados diferentes.


Marcos 4:14-20

O semeador é o Filho do homem (Jesus) – Mt 13:37, e seus ministros (Mc 16:15-20;1Co 1:18-21).

A semente é a palavra de Deus (Mt 13:19; Lc 8:11; Rm 1:16)


1. Beira do caminho. (Vs. 15)

Ao passar o arado no preparo do solo, a terra é completamente revidada, mas entre um arado e outro, fica uma passagem por onde o semeador passa, e é bem ali que parte da semente lançada cai, ficando totalmente exposta. Desta feita, vem as aves do céu (Satanás) e leva a palavra.

Os corações a beira do caminho são aqueles que ouvem a palavra de Deus esse recusam a obedecer ou tirar proveito dela.


2. Rochoso. (Vs. 16-17)

Outra parte cai em um terreno visivelmente bom, pois a terra está preparada. Mas, na verdade é algo superficial, pois por baixo daquela camada de terra, na verdade existe um terreno repleto de rochas, pedras. E, isto impede que a semente prospere naquele lugar, pois suas raízes não alcançarão a profundidade necessária. Assim que nasce sobre ela o sol da provação, das dificuldades, ela morrerá.

Esta parte da semente caiu em corações onde as pessoas recebem a palavra com alegria, mas não possuem uma profundidade na consagração, nenhuma raiz para subsistir, nenhuma estabilidade para permanecer firme durante perseguições, julgamentos e incompreensão que certamente virão.


3. Espinhoso. (Vs. 18-19)

Outra parte cai entre espinhos. Ilustra aqueles que ouvem a Palavra e falham em produzir frutos porque a palavra é sufocada por três coisas:

a) Os cuidados deste mundo ou desejos da carne (Mt 13:22; Lc 8:14; 21:34; Gl 5:19-22; 1 Jo 2:15-17);

b) Os enganos da riqueza ou o orgulho da vida (1 Tm 6:8-10,17);

c) As ambições das outras coisas ou prazeres e desejos dos olhos.


4. Boa terra. (Vs. 20)

Ilustra aqueles que ouvem a palavra de Deus e, de todo o coração e eternamente, se entregam para obedecer e agradar a Deus em todas as coisas. Elas deixam de lado toda a superficialidade, egoísmo e irresponsabilidade, juntos com os enganos das riquezas e prazeres, desejos da carne, soberba da vida e desejos por outras coisas que o impediriam de viver para Deus.


Eles são honestos e verdadeiros e agem de acordo com as escrituras (Mt 13:23; Lc 8:15; 1 Jo 1:17).

Voltando para o Evangelho de João cap. 6, verso 66 e 69, vemos o mesmo cenário, onde uma grande parte das pessoas após ouvirem as palavras de Jesus, e acharem duras demais, pois exigia delas renúncia, dedicação, obediência. Por não entenderem o significado daqueles ensinamentos simplesmente abandonaram Jesus, optando por viver suas próprias vidas, da forma que acharam melhor, e não deixaram a semente do Reino penetrar em seus corações, e evidentemente, não produzindo nenhum fruto.

Jesus no verso 67 faz a seguinte pergunta aos seus 12 discípulos: “Vocês também não querem ir”?

Mas, só ficaram ali aqueles os quais receberam a palavra. Aqueles que tinham o solo preparado para acolher a semente do Reino que foi lançada pelo semeador.

Pedro toma a frente ante a pergunta de Jesus e responde: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus”.


Jesus não tentou fazer com que seus discípulos relutantes ficassem com eles, nem facilitou para eles as coisas, a fim de que reconsiderassem o seu relacionamento com ele. Jesus quer seguidores ávidos, que compreendam o custo de segui-lo.

Para todos nós, vem um tempo em que uma vida de fé em Cristo parece mais difícil do que esperávamos.


Eis a pergunta que todos devemos responder: Para quem ou para onde iremos? Só Jesus pode nos dar a vida eterna. E, embora enfrentemos alguns problemas enquanto estamos aqui na terra, por causa de Jesus “os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8:18).

A semente do Reino de Deus que é a sua palavra é lançada. Cabe à cada um de nós prepararmos o solo do nosso coração para recebê-la.


Duas perguntas à serem respondidas que determinarão nosso futuro:

Qual tem sido o solo do teu coração para receber a palavra de Deus?

O que você escolhe hoje: Abandonar o mestre Jesus, ou permanecer na sua presença e alcançar a vida eterna?





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